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Exposições / Museus

Event 

Title:
Presença Portuguesa na Ásia
When:
12.03.2010 18.00 h - 22.00 h
Where:
Fundação Oriente - Lisboa
categoria:
Exposições / Museus

Description

bompastor.jpgO conceito gerador deste grande módulo expositivo foi a construção de uma utopia oriental pelos Portugueses, desde o século XV até aos nossos dias, baseada no comércio, na missionação e no encontro de culturas. Dados os referidos condicionalismos da colecção alusiva à presença portuguesa na Ásia, houve que fazer um enorme esforço de conceptualização e de encenação narrativa para de algum modo potenciar os seus indiscutíveis valores e minorar as suas fraquezas.


O visitante é acolhido no espaço central do piso 1, que é dedicado a Macau, território outrora sob administração portuguesa onde foi fundada a Fundação Oriente, em 1988. Este amplo espaço é dominado pela exposição de quatro magníficos biombos chineses da colecção: o mais antigo representa uma nau portuguesa nos mares da China e encontra-se ladeado por outros dois, um de carácter essencialmente decorativo, decorado com as armas da família Gonçalves Zarco, e um outro, dito “do Coromandel”, com interessante iconografia cristã, eco da escola de pintura criada no Japão pelos Jesuítas, que mais tarde se estenderia a Macau. O quarto biombo, raríssimo exemplar decorado com as representações das cidades de Cantão e de Macau, encontra-se junto à secção dedicada à iconografia da Cidade do Nome de Deus de Macau, com exemplares que remontam aos séculos XVII e XVIII e se estendem pelo século XIX.


Uma estátua em granito, representando toscamente um holandês, evoca a tentativa frustrada de conquista de Macau pelos Holandeses, em 1622. Neste módulo expositivo destacam-se ainda várias pinturas e gravuras do chamado período “China Trade” (séculos XVIII-XIX), tanto de autores ocidentais como de autores chineses.
Um pequeno conjunto de desenhos e uma encantadora pinturinha lembram a prolongada presença de vinte e sete anos em Macau do famoso pintor britânico Georges Chinnery (1774-1852), expoente do paisagismo romântico no Oriente, que deixou um notável registo das paisagens urbana, natural e humana do território no derradeiro período do seu esplendor como entreposto entre a China e o Ocidente. Nas vistas da Praia Grande ou das sampanas junto ao Templo de A-Má surpreendem-se instantâneos do quotidiano que envolvem dominantemente a presença da população chinesa nas suas tarefas, em cenários marcados por uma nostálgica presença europeia.


O papel de Macau no comércio internacional está extensivamente documentado na secção oposta, salientando-se a colecção de porcelana brasonada, formando, na disposição de pratos, travessas, terrinas ou jarras, um dragão. Contudo, não deixam de ser significativas as séries de gouaches “China Trade” que representam o fabrico e o comércio do chá e da porcelana, assim como os leques chineses, muito apreciados no Ocidente.

jarra.jpgPassando ao sector nascente do piso 1, fronteiro ao acesso por escada, sucedem-se os seguintes módulos:

• E entre gente remota edificaram/Novo reino que tanto sublimaram. Presença portuguesa na Ásia
, em que, “guiados” pelas palavras de Camões n’ Os Lusíadas mas também pelas de Fernão Mendes Pinto na Peregrinação, se procura documentar, a partir de uma criteriosa selecção de objectos (mobiliário, têxteis, ourivesaria, pintura e marfins), complementada por mapas e maquetas, o estabelecimento e a construção do Império Português do Oriente, centrado em Goa, com as suas cidades e praças-fortes, as suas sociedade e cultura miscigenadas, em que se deu o diálogo e o confronto entre culturas e religiões. Neste particular destacam-se um exemplar setecentista de um tratado escrito por um goês sobre o gentilismo hindu, assim como as aguarelas de um álbum que representa tipos populares, profissões e autoridades militares da Índia;

• Ásia Extrema, em que se evidencia a descoberta, pelos Portugueses, da cultura do Império do Meio e do lucrativo comércio de produtos de luxo que com ele poderiam realizar, não esquecendo o papel dos missionários que acompanhavam os comerciantes e os soldados e deram início à Igreja Cristã na China, inclusive os que sofreram o martírio pela Fé. O frutuoso encontro com o Japão nos séculos XVI e XVII é brilhantemente ilustrado por dois biombos e por lacas namban que estão entre as mais relevantes peças de toda a colecção;

• A rota da madrepérola: da Terra Santa à Ásia Oriental, colecção constituída por objectos devocionais e de “lembrança”, de pequena e média dimensão, destinados à exportação ou a um público local de cristãos, em que avultam os crucifixos e as cruzes de pousar, acervo que foi reunido ao longo de décadas pelo escultor Domingos Soares Branco e adquirido pela Fundação Oriente.

Findo este sector, o visitante atravessa, de novo, o espaço central dedicado a Macau e entra no sector poente, em que se desenvolvem outros dois módulos:

• Timor-Leste, povos e culturas
, colecção muito rica que documenta, através de peças relacionadas quer com as vivências quotidianas e as tradições linhagísticas quer com o sagrado, a unidade e a diversidade das culturas em presença, assim como os estreitos laços que esses povos souberam manter com Portugal. O descaroçador e o banco situam-nos no mundo quotidiano dos instrumentos de trabalho, enquanto as pulseiras, os colares, as insígnias de poder ou as facas de circuncisão nos projectam no universo cerimonial e ritual, tal como acontece com as diversas máscaras presentes. Os vários tipos de panos tecidos pelas mulheres timorenses ilustram os patrimónios linhagísticos das comunidades, enquanto as portas e os painéis decorativos das casas ou a estatuária votiva nos projectam no microcosmo da casa timorense com a sua sucessão de andares — do nível térreo, morada dos animais e dos espíritos inferiores, passando pela residência dos vivos, até ao lugar de culto dos antepassados.

• O coleccionismo de arte do Extremo Oriente
, constituído pela colecção de terracotas e de outras antiguidades chinesas, japonesas e coreanas que foi adquirida pela Fundação Oriente, a que se acrescentaram os acervos em depósito provenientes do Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, em que se destacam os legados do poeta Camilo Pessanha e do político e escritor Manuel Teixeira Gomes.


PresençaPortuguesaAtendendo ao elevado número de exemplares de cerâmica chinesa dos mais diversos períodos e técnicas, é possível documentar a evolução tipológica das terracotas funerárias, com exemplares que remontam ao Neolítico e se estendem até à dinastia Ming, assim como da cerâmica e da porcelana de uso quotidiano, nela incluindo alguma de exportação.


Expõe-se também um pequeno mas significativo conjunto de bronzes provenientes, na sua maioria, da Colecção Camilo Pessanha, alguns deles de grande raridade pela sua antiguidade e pela qualidade artística. Um grupo de imagens de vária proveniência e algumas pinturas da Colecção Pessanha permitem referenciar a expressão artística mais erudita do budismo e do taoísmo.


Graças à pintura e ao traje da Colecção Pessanha, evoca-se o ambiente do gabinete e o gosto artístico de um letrado chinês de oitocentos, com as “preciosidades”, as taças de libação, os ecrãs e os biombos, os objectos devocionais ou os rolos e álbuns de pintura tradicional chinesa e de caligrafia, bem como os respectivos apetrechos de execução.


Da notável colecção de frascos de rapé de fabrico chinês de Manuel Teixeira Gomes, a segunda maior da Europa, apresenta-se uma significativa selecção das diferentes tipologias que a constituem. O mesmo se passa com as peças japonesas da mesma proveniência: os inrô (pequenos contentores portáteis pessoais), as netzuke (fechos dos inrô em forma de máscara, com personagens, na sua maioria, do Teatro Nô) e as tsuba (guarda-mãos de espada), peças de cronologia alargada, a que se acrescentam, ainda no âmbito do Japão, as três monumentais armaduras e outros objectos de cerâmica, bronze, pintura e mobiliário.


Concluindo este módulo, expõem-se também peças coreanas: uma caixa em madeira lacada com incrustações de madrepérola e uma curiosa série de aguarelas de finais de oitocentos da autoria do pintor coreano Kim Jun-geun, conhecido pelo nome artístico de Kisan, sobre trajos, costumes e festas da Coreia, realizadas para o mercado europeu e americano.

 

Exposições
Entrada gratuita - Sexta-feira 18:00-22:00

Venue

Fundação OrienteMap
Local:
Fundação Oriente   -   Website
Street:
Avenida Brasília
ZIP:
1350-352
City:
Lisboa
State:
Lisboa
Country:
Country: pt

Description

 

 

Museu

 

O Museu do Oriente define-se como uma unidade museológica permanente, aberta ao público, tutelada pela Fundação Oriente, tendo por missão a valorização dos testemunhos quer da presença portuguesa na Ásia quer das distintas culturas asiáticas.


Trata-se de um museu de âmbito territorial internacional e de carácter transdisciplinar, que procura, através do cruzamento de pontos de vista emergentes dos campos temáticos da História, da Arte e da Antropologia, proporcionar aos Portugueses e aos que nos visitam uma memória viva e actuante das culturas asiáticas e da relação secular que foi estabelecida entre o Oriente e o Ocidente, principalmente através de Portugal.


A esses campos temáticos corresponde um diversificado património cultural de interesse histórico, artístico, documental, etnográfico e antropológico relacionado tanto com a cultura popular e as religiões orientais como com os mais variados aspectos da presença portuguesa na Ásia ao longo de cinco séculos.

 

Contactos 

Morada:
Museu do Oriente - Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)

1350-352 Lisboa


Tel: +351 213 585 200

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Serviço Educativo

Tel: +351 213 585 299

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Espectáculos

Informações e reservas:

Tel: +351 213 585 244

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Centro de Reuniões

Tel: +351 213 585 294

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Centro de Documentação

Tel: +351 213 585 218

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