Considerado, pela crítica britânica, um dos expoentes máximos da fotografia contemporânea, Edgar Martins traz ao Museu do Oriente uma mostra de trabalhos recentemente apresentados em Nova Iorque.
Palco para o confronto com o quotidiano, Topologies, a exposição patente de 19 de Março a 19 de Abril, na Galeria de Exposições Temporárias, chama a nossa atenção para a fluidez universal, o carácter provisório das fronteiras, a permeabilidade do espaço.
Em Topologies, o artista move-se numa paisagem de incerteza, numa paisagem cultural de fluxo, transição e oposição permanentes. São paisagens de grandes extensões de neve na Islândia, imagens de auto-estradas e aeroportos, praias que se assemelham à inóspita superfície lunar, ou imagens que testemunham os grandes incêndios que assolaram Portugal nos verões de 2005 e 2006, figuras etéreas de grande sensibilidade e pureza, quer sob a forma de cores vivas e luminosas, quer monocromáticas, como se de pintura minimalista se tratasse.
“O meu trabalho é muito simples”, declarou recentemente o artista ao British Journal of Photography, “tanto do ponto de vista visual como do ponto de vista temático. Ele focaliza-se nos espaços onde se vislumbra a polaridade entre o espaço construído e o espaço natural. É um trabalho baseado me metáforas muito simples. É um trabalho igualmente simples do ponto de vista visual, recorrendo ao preto e branco ou a cores muito saturadas.”
“À primeira vista, penso que poderia dizer-se que o meu trabalho lida essencialmente com dois temas: o impacte do modernismo no meio ambiente (a Modernidade está bem presente no meu trabalho) e a fotografia enquanto processo de representação. O meu trabalho é auto-referente, ou seja, comunica ideias sobre o quão difícil é comunicar.”
“Quando as coisas são simples, as pessoas são levadas a comprometer-se com o trabalho. Também me agrada partir do princípio de que a minha obra as leva a reflectir na fotografia como um processo. Os meios de comunicação tornam-nos muito passivos em relação à imagem visual. O que eu pretendo verdadeiramente é que as pessoas se comprometam cada vez mais com a imagem e com o ambiente exterior.”
Exposições
Entrada gratuita - Sexta-feira 18:00-22:00


O Museu do Oriente define-se como uma unidade museológica permanente, aberta ao público, tutelada pela Fundação Oriente, tendo por missão a valorização dos testemunhos quer da presença portuguesa na Ásia quer das distintas culturas asiáticas.
Trata-se de um museu de âmbito territorial internacional e de carácter transdisciplinar, que procura, através do cruzamento de pontos de vista emergentes dos campos temáticos da História, da Arte e da Antropologia, proporcionar aos Portugueses e aos que nos visitam uma memória viva e actuante das culturas asiáticas e da relação secular que foi estabelecida entre o Oriente e o Ocidente, principalmente através de Portugal.
A esses campos temáticos corresponde um diversificado património cultural de interesse histórico, artístico, documental, etnográfico e antropológico relacionado tanto com a cultura popular e as religiões orientais como com os mais variados aspectos da presença portuguesa na Ásia ao longo de cinco séculos.

Morada:
Museu do Oriente - Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 Lisboa
Tel: +351 213 585 200
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Serviço Educativo
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Espectáculos
Informações e reservas:
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Centro de Reuniões
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Centro de Documentação
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